Letras
(Verso 1)
Há em ti um forâmen que nunca leu Kant
mas sabe de cor a Crítica da Razão Pura quando se dobra.
Hesita… não por falta de vontade,
mas porque a vontade, no teu corpo, é uma coisa que sobra.
Chama-se Hamlet porque analiso antes de te encarnar,
chama-se ânus porque é lá que o meu pensamento se cala.
E eu, que estudei a metafísica do teu prazer,
sei que a tua dúvida é a única coisa que não se embala.
(Pré-Refrão)
Ser ou não ser… eis a questão
que se resolve com o falo, não com a razão.
Abrir ou não abrir… eis o dilema
que o teu corpo resolve sem problema.
(Refrão)
Hamletiânus, catedral de carne,
onde o teu desejo se ajoelha e reza.
Hamletiânus, forâmen que se abre
antes de ceder à minha realeza.
Não há silogismo que te vença,
não há discurso que te faça corar.
Hamletiânus… a única sentença
que se cumpre quando te deixas levar.
Que se cumpre quando te deixas levar.
(Verso 2)
Há uma Ofélia que não se afoga…
flutua na minha saliva, e espera.
Há um fantasma que não é teu mentor
é o teu próprio pudor a pedir trégua.
Há um teatro dentro do teu ventre,
e nesse teatro representa-se a peça
onde o assassino não é o rei, mas o desejo
que te mata devagar quando me começas.
E o veneno não entra pelo ouvido…
entra pela boca, e desce, e não tem cura.
E o crime não é o que se diz, é o que se faz,
e o que se faz contigo não se apura.
(Pré-Refrão)
Ser ou não ser — eis a questão
que se resolve com a língua, não com a razão.
Abrir ou não abrir — eis o dilema
que o teu corpo resolve sem problema.
(Refrão)
Hamletiânus, catedral de carne,
onde o teu desejo se ajoelha e reza.
Hamletiânus, forâmen que se abre
antes de ceder à minha realeza.
Não há silogismo que te vença,
não há discurso que te faça corar.
Hamletiânus — a única sentença
que se cumpre quando te deixas levar.
Que se cumpre quando te deixas levar.
(Ponte)
E quando a misteriosa máscara for a tua nuca,
e eu lhe falar com a boca colada à tua,
não vou pedir-te sentido, nem ternura,
nem que resolvas a equação da tua alma.
Vou pedir-te o contrário... que não penses.
Que deixes o cogito ergo sum cair da cama.
Porque o corpo não é uma proposição ...
é um verbo que se conjuga sem programa.
E se Descartes te visse assim, aberta,
a gemer o que não se pode demonstrar,
fechava os olhos e dizia: "Penso, logo..."
e nunca mais acabava a frase.
Nunca mais acabava a frase.
(Refrão Final)
Hamletiânus, catedral de carne!
Onde o teu desejo se ajoelha e reza!
Hamletiânus, forâmen que se abre
antes de ceder à minha realeza!
Não há silogismo que te vença!
Não há discurso que te faça corar!
Hamletiânus — a única sentença
que se cumpre quando te deixas levar!
Que se cumpre quando te deixas levar!
Que se cumpre quando te deixas levar!
(Outro)
O resto é silêncio.
O resto é silêncio.
Mas o silêncio, aqui,
tem outro nome:
chama-se - teu corpo
a decidir por mim.
Primeiro, o silêncio do vazio.
Depois, o sopro que cria o mundo.
Desenha-se o teu contorno,
desperta-se a minha essência,
e a distância ruiu no nosso abraço.
Nós.
Uma só alma, em nós enlaçada.
Estilo de Música
Em português de Portugal, Male Vocals, This song fits into the Melodic Trap, Atmospheric Hip-Hop, and Alternative R&B genres, blending the emotional storytelling of modern rap with dreamy, melodic vocals. The overall mood is dark, confident, reflective, and cinematic, giving the feeling of driving through a city at night while thinking about success, loyalty, and the people who doubted you. The tempo sits around 142 BPM, creating energetic movement while still allowing the vocals to float smoothly over the beat. The rhythm uses a half-time trap bounce with hard-hitting 808s, punchy kicks, crisp snares, and fast hi-hat rolls that add excitement and intensity. The instrumental is built from ambient synth pads, bell melodies, reverse piano textures, distorted bass layers, atmospheric vocal chops, and wide reverb effects that create a spacious, expensive-sounding atmosphere. Vocally, the style combines smooth autotuned melodies with confident rap sections and catchy ad-libs, Dark melodic t